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Parintins 2025: Acertos e erros Boi Garantido em sua primeira noite de Festival

Com a temática “Somos o Povo da Floresta”, o Boi Garantido abriu o Festival de Parintins 2025. Entre destaques positivos e pontos a serem aperfeiçoados, o Manaus Cabocla faz uma análise da primeira noite do bumbá encarnado no Festival.

Pontos Negativos

  • A voz da Amazônia perde sua potência

Preocupação constante entre a torcida encarnada, a voz do levantador David Assayag mostrou a necessidade de atenção também na arena. Sim, é inegável a relevância do levantador para o Festival de Parintins – considerando que ele já figurou nos dois bois – mas, também é preciso admitir que as faltas nas letras não consegue ser ignorada. Resta saber se os jurados, os quais desconhecem as letras, irão sentir esse impacto, porque o item 19, galera, certamente sentiu.

  • Transmutação desnecessária

Desde 2024 vemos Isabelle Nogueira buscando uma transmutação na arena durante seu tempo de evolução. Ainda melhor que o ano anterior, mas igualmente preocupante, a apresentação da cunhã poranga é inegavelmente prejudicada pelo apoio em outra fantasia para transmutar.

A escolha desse ano é ousada: tirar a costeira para colocar outro adereço rapidamente. E ainda assim conseguiu ser realizado com sucesso todas as vezes necessárias, mas, a análise do visual final nos faz questionar se é realmente necessário prosseguir com tais estratégias. Talvez uma escolha tal qual a do pajé, em aproveitar as braçadeiras para transmutar, seja mais eficiente.

  • Controle de arena e dois itens simultâneos

Na mesma alegoria, vislumbramos, ao mesmo tempo, a sinhazinha Valentina Coimba e a porta estandarte, Jeveny Mendonça aparecendo juntas – o que definitivamente não deveria ocorrer. A revelação de um item na alegoria é um recurso utilizado para exaltar a entrada na arena e, por vezes, surpreender os espectadores.

Já o controle de tempo da arena mostrou prejudicar levemente o encerramento do boi, comprimindo a evolução do pajé no ritual indígena.

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Aspectos positivos

  • A estreia das itens

Em seu primeiro ano de arena, a porta-estandarte Jeveny Mendonça mostrou a que veio. Em coreografia e agilidade com o estandarte, a item foi um dos pontos altos do boi na primeira noite.

Apesar de ser veterana no bumbódromo, Lívia Christina estreou como rainha do folclore em 2025, com toada própria e muito bem coreografada. A item mostrou a confiança necessária para elevar sua evolução.

  • Alegorias e uso inteligente de módulos

Com uma evolução evidente nas alegorias, este ano o Boi Garantido mostrou alegorias mais grandiosas e foi bem sucedido no desmembramento destes sem maiores problemas. Destaque positivo também para os módulos usados de forma inteligente e ágil criando momentos de destaque – como a reprodução do manto tupinambá.

  • João Paulo Faria lapidado

Reconhecido como um amo do boi provocador, neste ano João Paulo Faria também mostra maior preparo em outros aspectos do seu item. Para o boi do povão, o amo versou majoritariamente apresentando e homenageando o Garantido com seus versos. É claro que a característica que o tornou popular esteve presente, mas sem cometer exageros.

Extra – Efeito Ghandi Tabosa

Tanto na organização coreográfica quanto no cortejo de itens como a sinhazinha, é possível perceber o impacto positivo do coreógrafo Ghandi Tabosa no conselho de artes do Boi Garantido.

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