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Parintins 2025: Acertos e erros do Boi Caprichoso na primeira noite de Festival

Com a temática “Amyipaguana: retomada pelas lutas”, o Boi Caprichoso encerrou a primeira noite do Festival de Parintins 2025. Entre destaques positivos e pontos a serem aperfeiçoados, o Manaus Cabocla faz uma análise da primeira noite do bumbá azulado no Festival.

Pontos Negativos

  • Falta da estrela maior

De forma parecida com o contrário, o Boi Caprichoso apresentou dois itens juntos, dividindo a atenção no público. Quando o boi foi revelado em meio a galera, a atenção do apresentador e do público foi destinada ao amo Caetano Medeiros.

Apesar de render um belo enquadramento na transmissão, a presença da estrela principal, o próprio Caprichoso, foi deixada de lado em função dos primeiros versos de Medeiros. A escolha por apresentar o boi após o primeiro ato da apresentação é sempre vista como algo ousado já que ele é a figura central do bumbódromo.

  • Sem destaques para a Cunhã

A presença da cunhã Marciele Albuquerque sempre é acompanhada de alguma inovação ou dinâmica com seu cortejo. Esse ano, apesar da coreografia bem realizada e apresentação esperada, não houveram surpresas de sua parte. Resta acompanhar o que pode estar guardado para as próximas noites.

  • Roupa da porta-estandarte

Problemas com fantasias são decorrentes no bumbódromo mas, também assustam ao ocorrer. Esse foi o caso da fantasia da porta-estandarte Marcela Marialva nessa primeira noite com a parte de cima da sua fantasia. É possível perceber que a complicação atrapalhou sua evolução, mas, com confiança no próprio estandarte, Marialva não deixou a situação predominar seu item.

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Aspectos positivos

  • O levantador do Festival?

Sejamos sinceros: ser levantador de três noites seguidas sendo cada uma delas com quase três horas de duração é muito mais do que até cantores internacionais fazem e logo de entrada, Patrick Araújo mostra saber muito bem o trabalho que faz. Ele embala as toadas com facilidade e mostra a amplitude vocal nos momentos certos para enaltecer o espetáculo como todo e agitar a galera.

  • Ritual indígena

Pensando num encerramento grandioso para a primeira noite, o bumbá escolheu um impactante ritual para relembrar também seu tema macro neste ano: “É tempo de retomada”. Com alegoria grandiosa do artista Jucelino Ribeiro, além da apresentação do ritual, o boi levou para arena a discussão acerca da demarcação de terras indígenas com o ‘Ritual Tupinambá: a retomada da verdade originária’

  • A rainha Cleise Simas

Muitos olhos se voltam para as cunhãs como os maiores embates na arena, mas, Cleise Simas em um de seus melhores anos e Lívia Christina mostram que a disputa entre rainhas será a mais marcante. Do lado azulado, Simas realiza uma apresentação que vai além do básico, pois, apesar de realizar a evolução com desenvoltura como nos anos anteriores, dessa vez, a rainha do folclore do Caprichoso também exala plena satisfação em sua evolução, sem qualquer traço de nervosismo.

Extra: Amo do boi começa a achar seu ritmo

Descrito pelos contrários como cópia mal feita, o amo Caetano Medeiros certamente foi bem sucedido em animar a galera azulada, resta saber se ele tem acervo para deixar sua marca própria no item 6.

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