Após o espetáculo grandioso da primeira noite de Festival, Caprichoso e Garantido voltam ao bumbódromo prontos para mais uma noite de valorização da cultura amazonense.
Desta vez, o boi azulado abre a noite com o subtema “Kizomba – Retomada pela Tradição”, dentro do tema central do ano: “É Tempo de Retomada”. Já a nação encarnada aposta no subtema ‘Garantido, Patrimônio do Povo’ para dar seguimento ao tema do ano “Boi do Povo, Boi do Povão”.
Confira o que esperar das apresentações nessa primeira noite:
Caprichoso

Com destaque para a influência dos povos africanos na formação do boi-bumbá, o Caprichoso celebra a ancestralidade negra amazônica e reafirma sua identidade como o boi negro de Parintins na segunda noite do Festival.
- Lenda Amazônica
Na Lenda Amazônica, o Caprichoso apresenta Sacaca Merandolino, o encantado do rio Arapiuns. Curandeiro lendário, ele se transformava em serpente nas águas para exercer seu dom de cura e proteger seu povo. Tornou-se guardião espiritual do rio, símbolo da força ancestral e da defesa da natureza. Na arena, sua história será contada com efeitos cênicos que destacam a conexão entre o sagrado, os encantados e a resistência amazônica.
- Figura Típica Regional
Na item 15, o Caprichoso apresenta os Marandoeiros e Marandoeiras da Amazônia — contadores de histórias que mantêm viva a memória e a cultura do povo amazônida por meio da oralidade. Na arena, essa tradição aparece representada em alegorias e personagens que celebram a sabedoria popular.
- Ritual Indígena – Musudi Munduruku
E fechando a apresentação, o Ritual Indígena traz a retomada dos espíritos Munduruku, povo guerreiro do Vale do Rio Tapajós. A apresentação relembra a luta para recuperar as urnas funerárias sagradas, as itigã’s, retiradas ilegalmente durante a construção da hidrelétrica Teles Pires. O banquete sagrado Musudi simboliza a reconexão dos espíritos ancestrais com a natureza e reafirma a resistência dos Wuy Jugu, guardiões da floresta e de suas tradições.
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Garantido

Ao encerrar a segunda noite, Garantido exalta suas raízes e sua ligação com a comunidade da Baixa, da Xanda e de São José. A celebração folclórica destaca saberes, fazeres e manifestações que compõem o patrimônio imaterial do Brasil — dos fandangos do Sul às cavalhadas do Centro-Oeste, dos maracatus e frevos do Nordeste ao samba da Bahia e do Rio de Janeiro.
- Figura Típica Regional – Tacacazeira da Baixa
A tacacazeira da Baixa ganha destaque na Figura Típica Regional, como símbolo vivo da cultura e da tradição culinária indígena. Guardiã do preparo do tacacá — prato ancestral feito com mandioca brava, ervas e tucupi —, ela representa a preservação de um saber transmitido por gerações desde os povos originários.
- Lenda Amazônica – “A Lendária Epopeia de Tamapú”
Na arena, o Boi Garantido encena a história do guerreiro Tamapú, que se apaixona pela princesa filha do Urubu Rei, uma mulher com corpo de ave de rapina. Para conquistar seu amor, Tamapú enfrenta desafios e batalhas contra criaturas gigantes do reino dos urubus. No final, o amor vence: a princesa abandona sua forma de ave e se transforma numa bela cunhã, unindo-se ao guerreiro em uma celebração da coragem e da cultura amazônica.
- Ritual Indígena – Ritual Ajté
O Ritual Ajté, do povo Madija Kulina e comunidades próximas, fecha a apresentação. Com sons tradicionais e pinturas corporais que remetem à onça, a festa traz música, dança e alegria. Durante o ritual, que mistura espiritualidade e celebração, ocorre um momento de conflito que é apaziguado pela força do Tocorime Onça, restaurando a paz e a energia do grupo.




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